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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CAPÍTULO III - UM OLHAR DO PARAÍSO

Capítulo III – Um Olhar do Paraíso

Xena ainda estava se acostumando a não estar mais viva. Dizer que ela estava se acostumando a morte seria muito duro para qualquer ser humano.
Ainda tratava de entender como as coisas funcionavam no reino dos Céus. Não estava se esforçando muito. Talvez por razões óbvias... Não era ali que ela gostaria de estar. Ao menos não sozinha...



Seus primeiros momentos foram difíceis. Sabia que havia feito o que era necessário para salvar as almas das pessoas que morreram por sua culpa. Estava em paz com sua decisão. Sabia em seu âmago que fizera o certo... Porém, mesmo sabendo disso... As coisas ainda não eram fáceis.
Seu coração estava em pedaços. Triste como nunca estivera antes.
Sentia que perdeu aquilo que mais lhe trazia alegria. Aquilo que completava sua vida e lhe dava sentido.



Sentia falta do sorriso fácil de Gabby... De acordar todos os dias ao seu lado... De guardar seu sono profundo... Sentia falta do toque, do abraço, do cheiro dos cabelos. Já não lhe era mais permitido ter isso...
Vira e mexe percebia que estava sorrindo sozinha... Lembrando-se dessas coisas. Lembrando-se da garota inocente que pediu ajuda em Potedia para se livrar de um casamento arranjado do qual não queria fazer parte. Lembrou-se da menina, que virou mulher, que virou mãe, que virou Rainha Amazona... E que virou a dona de seu coração.
Sua ausência doía. E pior ainda, sabia que Gabby estava sozinha. Era o que mais dificultava as coisas.



Porém... A “vida” deveria continuar para ambas.
Gabby não podia ver sua amada... Já que ela não estava mais entre os vivos... E a Xena não foi dada permissão para admirar sua amada de longe. As entidades superiores sabiam que se permitissem que Xena observasse sua pequena ela seria incapaz de seguir em frente, de ser quem deveria ser daqui em diante.
Ao chegar aos céus, Xena foi logo promovida a Arcanjo. Suas habilidades terrenas de luta, sua busca pelo bem supremo e seu amor por sua amada Barda foram os gatilhos para que isso acontecesse.



Ela passou a ser parte indispensável e um dos Arcanjos mais importantes para a manutenção da paz... Ou para equilíbrio, digamos assim. As partes do inferno não estavam muito felizes com as coisas e teimavam em viver em guerra com o céu.
Era uma batalha diária para manter as coisas bem. Depois da chegada de Xena, as coisas deram se acalmaram. As criaturas do inferno tinham receio de atacar sabendo das habilidades de sua nova inimiga. Ainda mais depois que correu o boato de que ela matou um dos demônios mais fortes da terra: Lord Yodoshi.



Apesar de toda a aparente paz que surgiu após sua chegada, Xena sentia que algo grande estava para acontecer. Podia não estar mais viva, mas suas habilidades em nada tinham mudado. Aquela mesma sensação que ela tinha momentos antes de alguém lhe atirar uma flecha ou então de quando a observavam a distância.
E pior ainda... Via a movimentação dos anjos e arcanjos e sabia que algo estava errado.



O fato é que Xena não era muito do tipo que senta e observa. Por ter suas diferenças com Miguel, com quem teve contendas em sua vida, procurou o Arcanjo Gabriel para saber o que estava acontecendo:

Xena – Gabriel, tem um momento?

Gabriel – Olá Xena... É... Estou meio ocupado no momento. Podemos falar mais tarde?

Xena – Não... Não podemos.

Gabriel – Ok... Acho que posso dispensar alguns minutos. No que posso ser útil?

Xena – Corte o papo furado e me diga logo o que está acontecendo.

Gabriel – Não há nada acontecendo Xena. Tudo está normal. Até tranquilo demais.

Xena – Gabriel, se teve algo que aprendi em minha vida é que nem sempre as coisas são o que parecem ser. Eu vejo praticamente tudo. Percebo a cara de assustados de vocês. Percebo os sussurros e os segredos. – Disse Xena surpreendendo Gabriel – Me conte de uma vez o que está acontecendo e me deixe ajudar.

Gabriel – Xena... Eu não tenho permissão para lhe contar...

Xena – Já basta! Se algo está acontecendo e, aparentemente estou envolvida, eu tenho o direito de saber o que é! – Gritou Xena chamando atenção de todos para sua conversa.

Gabriel – Ok. Irei lhe contar. Mas não aqui. Encontre-me no crepúsculo perto do Portal das Almas. – Disse Gabriel apressado em sair dali e fugir dos olhos curiosos.

Xena assentiu com a cabeça. Ao menos descobriu que realmente algo estava acontecendo e agora só podia esperar.
Diante de tanto segredo já começava a suspeitar que pudesse ser algo que envolvesse Eva e sua missão de ser a mãe e protetora da mensageira do Deus do Amor... Ou Gabrielle... Seu grande amor.



Qualquer uma das opções seria difícil. Mas era melhor saber do que ficar no escuro.
Xena esperava ansiosa, o sol já estava quase posto e nada de Gabriel aparecer.

Gabriel – Xena? – Chamou surgindo do nada procurando por Xena.

Xena – Olá Gabriel. Finalmente. Agora pode me contar o motivo de tanto segredo e discrição?

Gabriel – Peço que entenda Xena, que tomamos a decisão de não lhe contar porque, indiretamente, você está envolvida. Não queremos que você perca o foco de sua nova vida... – Gabriel parou sendo interrompido por Xena.

Xena – Gabriel, eu não me importo com nada disso. Minha vida ficou na terra... viva... na forma de uma pessoa. Somente ela que me importa. Agora diga logo o que está acontecendo!

Gabriel – Um grande mal irá assolar a terra. Algo que pode mudar totalmente a vida como a conhecemos. Tivemos informações de que este mal já está na terra. Duas aldeias já foram ceifadas. Nada sobreviveu... – Gabriel fez uma pausa dramática e viu a dor nos olhos de Xena. – Nem homem, nem mulher, nenhum animal... Até mesmo as florestas foram destruídas... Não dissemos nada porque ainda não sabíamos exatamente o que estava acontecendo e...



Xena – Quem? – Perguntou Xena interrompendo Gabriel.

Gabriel – A Barda... – Disse Gabriel com a voz embargada.

Xena deu um murro na parede a sua frente que teria esmigalhado todos os seus ossos da mão... Caso ainda tivesse algum.

Gabriel – Apenas sabemos que ela está disposta a parar esse grande mal. Ela está indo atrás dele para impedi-lo. Ela nem imagina onde está se metendo. Até o momento ela teve sorte. Ele ainda está fraco. Seu poder não chegou nem perto de toda sua potência.

Xena – Este grande mal... Qual é seu nome?


Gabriel – Ele é chamado de Apoliom – O Destruidor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CAPÍTULO II – UM NOVO DIA

Gabrielle – Bom dia Xena... Eu te amo.

Na manhã seguinte Gabby acordou menos triste. Agora ela tinha um objetivo. Ir até o fim dessa história. Levantou-se rápido, apressada. Arrumou suas coisas, colocou o que precisava na Argo e estava pronta para partir. Não tinha tempo a perder já que agora ela ficou encarregada de manter as coisas em ordem no lugar de Xena.



Gabrielle – Lila? – Disse Gabby procurando Lila pela casa.
Lila – Oi Gabby, estou fazendo nosso café da manhã.
Gabrielle – Infelizmente tenho que partir agora, vim apenas para lhe ver e não posso demorar... Acredito que tenha que lhe dizer adeus. - Gabrielle abraçou Lila num abraço tão forte que chegou a doer. Lágrimas escorreram dos olhos de Gabby.
Gabrielle – Gostaria que soubesse e que pudesse sentir o tamanho do amor que tenho por você. Saiba que sempre estarei olhando por você. – Completou afagando as bochechas de Lila.

Mal sabia Lila que a intenção de Gabby era encontrar o fim dessa história e, com sorte, o seu próprio. Só assim ela poderia voltar para os braços de sua alma gêmea.
Gabrielle planejara tudo muito bem. Sua mente perspicaz não deixou nada escapar. Era sua chance. A chance de estar com Xena novamente... Mesmo que em outro plano.



Pela primeira vez em sua vida pós Xena, ela estava ignorando o bem-supremo. Ela não queria mais saber do bem que poderia fazer, das vidas que poderia salvar, de sua irmã ou de Eva... Ela queria ser egoísta... Queria pensar em si mesma... E somente nisso... O resto já não importava mais.

E virou as costas, partindo... Sem dar tempo de reação. Deixando Lila sem entender nada. Mal sabia que Gabby não estava apenas dando um “até logo”. Mal sabia que aquela seria a última vez que veria sua irmã. Aquela com quem cresceu. Com quem compartilhou os melhores momentos da juventude. Com quem dividiu brigas e reconciliações. Quem lhe acalentava quando caia e ralava o joelho. Sua irmãzinha partira para nunca mais voltar. Um simples adeus.
Gabby subiu na Argo deixando Potedia para trás. Acreditava que não voltaria a ver sua cidade natal. Uma última parada para olhar para trás e dizer o adeus preso em sua garganta.
Gabrielle – Aqui vivi o melhor e o pior da minha vida. Meu lar... Minha casa.



Ela agora caminhava de volta a Delfos, em busca de pistas que pudessem lhe levar para o mal que havia destruído aquela cidade e matado tantas pessoas.
Alguns dias depois de deixar Potedia, Gabby chegou a Delfos. A imagem ainda lhe torturava. Nenhum exército era capaz de tamanha destruição. Não acreditava que homens poderiam fazer aquilo.
Desceu da Argo e a pé percorreu tudo o que havia restado da cidade. Colocando em prática tudo aquilo que Xena lhe ensinou. Observando os detalhes, as pistas deixadas para trás. Um rastro era tudo que ela precisava. Não era só a cidade que havia sido destruída. Ao olhar ao redor percebeu uma floresta que rodeava a cidade. E algo havia feito a floresta sangrar. Ela também estava morta. Assim como todos os animais e criaturas que nela habitavam. A vida fora toda sugada. Gabby olhava estarrecida.



Sabia que aquele caminho levava a cidade Castória. E não perdeu tempo. Montou em Argo mais uma vez e partiu a caminho da cidade. Sabia que demoraria menos de um dia para chegar lá.

Ao anoitecer resolveu parar para que Argo descansasse... E ela também já estava exausta. Montou seu acampamento, acendeu sua fogueira, fez sua cama e pôs-se a dormir pedindo para que lhe permitissem ver mais uma vez a face de Xena.
Embalada pelo céu cheio de estrelas, a barda pede a Morfeus, deus dos sonhos, que ela sonhe com sua princesa guerreira.

Gabby abre os olhos e se vê no meio de uma cidade. Crianças correndo, felizes... Comerciantes vendendo suas frutas... Senhores cortejando jovens velhas senhoras que lhes devolviam o cortejo com um sorriso envergonhado. E ali, bem ali, o amor juvenil era visto por todos quando um garoto entregava um buquê de narcisos a uma bela dama.



E de repente tudo entra em chamas. E as pessoas correm desesperadas, agarrando-se umas as outras. Gabby nada conseguia fazer. Se vê correndo em câmera lenta como acontece com todos em seus sonhos mais malucos. E as crianças já não corriam mais... Os senhores cortejavam com seus rostos grudados ao solo enquanto seu último suspiro saia de suas narinas... E o amor juvenil foi visto morrendo abraçado... Caindo juntos... Vivendo seus últimos instantes de amor enquanto a tão jovem vida lhe era sugada.



E Gabby foi desperta de seu sono, assustada. Sua pele parecia em chamas de tão quente. Ela sabia que aquilo não era um simples sonho. Era uma visão de algo que aconteceu. Sabia que tinha o dom da profecia e que aquilo nada mais era do que a cruel verdade do que ela ainda encontraria pela frente.



Levantou acampamento pela manhã e continuou sua corrida até Castória.
Ao chegar à cidade, viu que estava em pé. Perfeita e linda como sempre foi. Ficou sem entender nada e pensou estar louca ou que seu sonho apenas tinha base no que tinha visto em Delfos. Afinal, tanta morte e sofrimento lhe causariam pensamentos perturbadores mesmo.
Em seus devaneios, resolveu andar dentro da cidade, para investigar se alguém sabia de algo sobre o que tinha acontecido em Delfos. Se alguém lhe dava mais alguma pista sobre o destino cruel daquela cidade.
Andou... conversou com mercadores... falou com alguns aldeões... E ninguém tinha nada para lhe falar. Ninguém sabia de nada. Apenas tinham recebido notícias do que havia acontecido, porém, nada mais tinham a compartilhar.
Gabby estava de mãos atadas, não sabia o que fazer.



Sentou-se em uma estalagem e resolveu beber algo para relaxar. Aqueles que passavam imaginavam que era louca, quando começou a conversar com alguém que não estava ali e que ninguém via.

Gabrielle – Xena sei que os mortos podem nos ouvir... Me ajude... Me dê algum sinal. Meu sonho nada tem a ver com essa cidade. Ela está perfeita. Todos estão bem. Me ajude a entender o que aconteceu àquelas pessoas em Delfos. – Ao terminar de falar, uma velha senhora cega trombou com sua mesa, derrubando a bebida de Gabby, que enfurecida gritou:

Gabrielle – Você é cega por um acaso?

Senhora – Sim querida, eu sou. Me desculpe por ter batido em sua mesa.
Gabrielle de imediato sentiu-se mal por ter usado uma expressão errada e apressou-se em pedir desculpas. A velha senhora a acalmou e perguntou o que uma linda moça como aquela estava fazendo sozinha naquele lugar.

Gabrielle – Estou apenas de passagem. Estou investigando um acontecimento na cidade de Delfos, que foi destruída por algo. As pistas me trouxeram até Castória, mas cheguei aqui e a cidade está bem. Procurei em toda a cidade por alguém que pudesse me ajudar e não obtive sucesso.

A senhora ficou muda... envergou as mãos... revirou os olhos... e começou a gritar palavras desconexas... Caiu ao chão e Gabby foi socorrê-la. Ela se debatia muito e gritava. Uma multidão cercou a cena e Gabby nada podia fazer pela velha senhora.



Num momento para outro, a senhora agarrou Gabby pelos braços e falou com uma voz totalmente diferente da sua própria.

Senhora – Em breve fogo descerá dos céus queimando tudo aquilo que é vivo... A morte caminhará pelo vale colhendo as almas resistentes. Nada sobreviverá porque ele quer assim. E esse será somente o começo... O mundo ainda está por ver o que ele será capaz de fazer.

Dito isso, ela apenas desmaiou... Pobre senhora...

Gabby ficou estarrecida vendo tudo aquilo. Não conseguia assimilar tudo que acabara de ouvir. A mulher estava apenas louca? Ou doente? Ou aquilo era uma profecia? E num lampejo, lembrou-se de seu sonho da noite anterior. E foi fácil ligar os pontos e entender que tudo tinha relação.



Castória seria destruída como Delfos foi.

Correu para procurar o ancião da cidade e ao encontrá-lo, explicou tudo o que havia visto e testemunhado com seus próprios olhos. Contou sobre Delfos, sobre a morte que viu... Contou sobre seu sonho e, mesmo que parecesse loucura, sabia que ele aconteceria. Lhe disse ainda sobre a senhora que lhe disse aquelas palavras momentos antes. Apenas confirmando tudo que viria a acontecer.
Implorou ao ancião para que tirasse as pessoas da cidade. Para que levasse todos para outro lugar...
O ancião apenas riu... Disse que não podia evacuar toda a cidade apenas com base em um sonho de uma pessoa estranha e numa velha louca que teve um ataque de insanidade. Gabby insistiu, mas de nada adiantou.



Decidiu que não poderia ficar parada, sabendo que algo aconteceria. Foi para o centro da cidade e começou a gritar para que todos lhe ouvissem.

Gabrielle – Algo acontecerá com essa cidade em breve. Por favor, me ouçam. Algo de muito ruim irá acontecer com Castória. Assim como aconteceu com Delfos. A cidade será destruída, nada sobreviverá. Vocês precisam sair imediatamente daqui...



Porém, as pessoas apenas riam dela. Diziam ser mais uma louca que chegou a cidade e tentava tirar alguns dinares das pessoas por histórias malucas. Disseram que tudo não passava de balela e que era para ela ir procurar outros trouxas para enganar.
Gabby não se deu por vencida e tentou convencer a todos de que deveriam sair... Não teve a menor chance.
Cansados de tanto alvoroço, os próprios cidadãos a expulsaram da cidade. Lhe jogaram portão a fora e disseram para não voltar, caso contrário, dariam um jeito para que fosse presa.

Ela não tinha mais o que fazer... Fez tudo que pôde. Derrotada, desistiu e saiu da cidade para acampar próximo a ela.
Ao cair da noite, com seu acampamento já montado, tomou um enorme susto ao ver grandes luzes vindas da cidade. Correu para a beira da clareira em que estava, que dava vista para a cidade...
Ela mal podia acreditar no que seus olhos viam....



Bom pessoal... Esse foi o capítulo II. Espero que estejam gostando. 
Deixe seu comentário, suas criticas e sugestões... elas são sempre bem vindas.

Ares

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O Rei do Submundo, Hades.

Olá Xenites, tudo bem com vocês?

Você tem medo da morte? Será que há alguma coisa depois que partimos dessa terra? Há vida após a morte?
Segundo a mitologia grega, quando você morre existe sim, e você pode ir para os Campos Elísios ou para o Tártaro, dependendo de como foi sua vida terrena. E para eles, quem comanda isso tudo é o deus do submundo Hades.

Busto de Hades

Na mitologia grega, Hades é o deus do submundo e o senhor dos mortos. Seu correspondente romano é Plutão. Ele é filho de Réia e Cronos, irmão de Zeus, Hera, Héstia, Demeter e Poseidon.
Seu reino é o submundo, local de descanso dos mortos. Ficou responsável por este reino depois do fim da luta contra os Titãs em que ele e seus irmãos saíram vitoriosos. Ficou acertado então que ele governaria o submundo, Zeus governaria os céus e Poseidon governaria os mares.

Submundo... com certeza eu não iria pra lá. Meu lugar nos Campos Elísios já está garantido kkkkkkkkk.

Hades é descrito como um deus quieto e que não era de falar muito. Quase nunca saiu de seus domínios, fazendo isso somente duas vezes em toda a história. Embora pareça que Hades era um ser frio e macabro, isso não é verdade. Ele tem uma grande história de amor em sua vida. E seu nome é Perséfone.
Perséfone era a deusa das ervas, flores, frutos e perfumes. É filha de Zeus e de Demeter, deusa da agricultura, feminilidade e das estações do ano.

Estátua de Perséfone.

Perséfone era descrita como dona de uma grande beleza e Hades apaixonou-se por ela e pediu sua mão a seu irmão Zeus, que cedeu ao pedido do irmão sem antes consultar Demeter. Hades ficou impaciente por ter de esperar e surgiu na terra e raptou Perséfone, levando-a para o submundo.

Percebendo o desaparecimento de sua filha, Demeter ficou tão triste que esqueceu-se de suas responsabilidades e como consequência a terra ficou infértil e houve escassez de alimentos para os homens.

Estátua de Demeter.

Perséfone por sua vez, já no submundo, recusava-se a comer qualquer coisa e passou a definhar.
Demeter descobriu onde sua filha estava e partiu em seu resgate ao lado de Hermes. Ao chegar lá, alegrou-se por ter encontrado sua filha amada, porém, Perséfone havia ingerido um fruto do submundo e então, entendeu-se que ela não havia recusado Hades.

A partir de então foi feito um acordo em que Perséfone ficaria 6 meses com sua mãe no Monte Olimpo e seis meses no submundo com seu marido.
Dessa forma, os gregos puderam explicar o funcionamento das estações do ano. Quando Perséfone estava com sua mãe, era primavera e verão. Quando descia ao submundo, era outono e inverno.

Demeter e Perséfone.

Hades em Xena

Embora apareça bem menos que Afrodite e Ares, Hades é uma figura constante na série Xena.
Quase não se envolve nos assuntos mundanos.. Somente se envolve se realmente for necessário. Na série é um deus sério e sisudo.

Foi interpretado por dois atores diferentes durante o decorrer dos seis anos da série.
O primeiro ator a interpretar Hades foi Erik Thomson. Participou de 4 episódios durante a série, sendo o primeiro "A Morte" 1x09 e sua última aparição foi uma rápida participação no episódio 4x01 "Aventuras no Comércio do Pecado - Pt 1".

Ta charmoso né?!

Após isso, Hades passou a ser interpretado por Stephen Lovatt que fez um total de 5 episódios na série, porém somente 3 deles como Hades. Sua primeira aparição foi em 5x12 "Deus que teme a Criança" e terminou com o episódio 5x22 "Maternidade".

Dá um caldo também né?

No primeiro episódio em que aparece, Hades vai até Xena pedindo ajuda para libertar sua irmã Celesta, que foi aprisionada por Sisifo que não queria morrer e então a aprisionou.

Ainda na primeira temporada, ganhou um episódio praticamente dedicado a ele, 1x16 "Entre o Céu e o Inferno", onde Atiminius roubou seu capacete mágico que lhe dá poderes de invisibilidade e passa a governar o submundo.
Xena com a ajuda de Marcus, derrota Atiminius, recupera o capacete e devolve o comando do submundo a Hades.

Celesta, irmã de Hades.

Após esses primeiros episódios, Hades não teve mais nenhuma participação de grande destaque. Sua última aparição foi em "Maternidade" 5x22, onde vem a morrer queimado pelas mãos de nossa heroína, em fúria por conta de sua filha Eva.

Vamos comer um churrasco Hades? Ops.... quer dizer... deixa pra la vai...

Hades representa tudo aquilo que temos medo em nossas vidas. Porém, foi através dele e de sua irmã que passei a temer menos a morte. Entendi que ela não é de toda ruim. Que ela também é libertadora e traz alivio e paz para aqueles que estão em sofrimento.

Obrigado pela leitura Xenites amados.
Espero que tenham gostado.

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Obrigado amigos.

Ares